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[MODELO] Aspectos Contábeis do PAT – Roteiro – 2010

Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT Aspectos Contábeis – Roteiro de Procedimentos

Nesse Roteiro são analisadas as regras contábeis aplicáveis ao Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT.


Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT – Aspectos Contábeis – Roteiro de Procedimentos

Roteiro – Federal – 2010

Sumário

Introdução

I –Contabilização

II –Exemplos

Introdução

O Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT foi instituído pelaLei nº 6.321, de 14 de abril de 1976, e regulamentado peloDecreto nº 5, de 14 de janeiro de 1991. O programa tem por objetivo melhorar as condições nutricionais dos trabalhadores, principalmente daqueles de baixa renda.

O PAT, estruturado na parceria entre Governo, empresa e trabalhador, tem como unidade gestora a Secretaria de Inspeção do Trabalho / Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho.

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1. Este programa encontra-se também disciplinado pelos seguintes atos: a) Portaria da SIT/DSST nº 3/2002, que estabelece instruções para execução do Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT; b)Instrução Normativa SRF nº 267/2002, que dispõe sobre os incentivos fiscais decorrentes do imposto sobre a renda das pessoas jurídicas; c)Decreto nº 3.000/1999(RIR/99), artigos 581 a 589.
2. Sobre os aspectos tributários do PAT, vide nosso Roteiro "Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT – Roteiro de Procedimentos".

Os gastos realizados com o fornecimento de alimentação aos funcionários do setor de produção representam custo e devem ser contabilizados. Este Roteiro trata sobre a contabilização dessa operação.

I – Contabilização

A pessoa jurídica deverá destacar contabilmente, com subtítulos por natureza de gastos, as despesas constantes do programa de alimentação do trabalhador, devendo a documentação relacionada a tais gastos ser mantida à disposição da fiscalização, possibilitando o confronto com os registros contábeis e fiscais.

Inicialmente, cabe observar que a sistemática de cálculo do incentivo fiscal do PAT é meramente fiscal, não influenciando nos procedimentos contábeis a serem seguidos para o registro.

O tratamento que iremos sugerir a seguir leva em consideração, tão somente, o registro contábil das despesas com o fornecimento de refeições pela pessoa jurídica aos seus empregados.

Adotaremos, a título de exemplo, a contabilização sob quatro enfoques no fornecimento de:

a) refeições elaboradas em restaurante/refeitório próprio da empresa;

b) vales-refeição aos funcionários;

c) refeições por restaurante terceirizado;

d) cesta básica de alimentos.

Para todas essas situações, as empresas poderão se beneficiar do incentivo fiscal atribuído pelo PAT sobre as despesas de alimentação dos empregados.

As despesas com a alimentação do funcionário deverão ser registradas como despesa operacional, exceto quando fornecidas ao pessoal ligado ao setor produtivo da empresa, que deverá compor o custo de fabricação dos produtos, assim como ocorre com os salários desses empregados.

II – Exemplos

A fim de facilitar o entendimento, consideraremos nos exemplos abaixo que os funcionários são ligados à área administrativa da empresa.

a) refeições elaboradas em restaurante/refeitório próprio da empresa:

Pela compra de R$ 4.000,00 de insumos consumidos no restaurante

Débito

ATIVO CIRCULANTE

Estoque

Refeições

Alimentos e ingredientes

R$ 4.000,00

Crédito

PASSIVO CIRCULANTE

Fornecedores

R$ 4.000,00

Pelo pagamento de salários no valor de R$ 3.000,00 aos empregados do restaurante

Débito

ATIVO CIRCULANTE

Estoque

Refeições

Salários

R$ 3.000,00

Crédito

PASSIVO CIRCULANTE

Salários e Ordenados a Pagar

R$ 3.000,00

Pelo registro dos encargos sociais devidos sobre a remuneração destinada aos empregados do restaurante

Débito

ATIVO CIRCULANTE

Estoque

Refeições

Encargos Previdenciários

R$ 834,00

Crédito

PASSIVO CIRCULANTE

Obrigações Previdenciárias

R$ 834,00

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Deverão ser computados ao custo das refeições todos os dispêndios a elas inerentes, devendo ser descriminados em subtítulos dentro da conta de Refeições, criando-se contas analíticas, tais como:
– Alimentos e ingredientes
– Salários e ordenados
– Encargos da Previdência Social
– Seguro de acidente de trabalho
– Encargos com o FGTS
– Energia elétrica
– Água

Pelo fornecimento de 2.000 refeições ao custo unitário de R$ 2,61 consumidos no restaurante

Débito

CONTA DE RESULTADO

Despesas operacionais

Programa de Alimentação do Trabalhador: Fornecimento de Refeições Próprias

R$ 5.220,00

Crédito

ATIVO CIRCULANTE

Estoque

Refeições

R$ 5.220,00

Pelo valor descontado dos salários dos empregados, relativo ao fornecimento de refeições (20%)

Débito

PASSIVO CIRCULANTE

Salários e Ordenados a Pagar

R$ 1.044,00

Crédito

CONTA DE RESULTADO

Despesas operacionais

Programa de Alimentação do Trabalhador: Fornecimento de Refeições Próprias

R$ 1.044,00

b) vales-refeição aos funcionários:

As empresas que distribuem vales-refeição aos seus empregados poderão efetuar os seguintes registros contábeis.

Pela aquisição de 3.000 vales-refeição com valor unitário de R$12,00

Débito

ATIVO CIRCULANTE

Despesas Antecipadas

R$ 36.000,00

Crédito

PASSIVO CIRCULANTE

Fornecedores

R$ 36.000,00

Pelo fornecimento de 3.000 vales-refeição aos empregados

Débito

CONTA DE RESULTADO

Despesas operacionais

Programa de Alimentação do Trabalhador: Vales-Refeição

R$ 36.000,00

Crédito

ATIVO CIRCULANTE

Despesas Antecipadas

R$ 36.000,00

Pela participação dos empregados no custo das refeições (20%)

Débito

PASSIVO CIRCULANTE

Salários e Ordenados a Pagar

R$ 7.200,00

Crédito

CONTA DE RESULTADO

Despesas operacionais

Programa de Alimentação do Trabalhador: Vales-Refeição

R$ 7.200,00

c) refeições por restaurante terceirizado:

Pelo fornecimento de 3.000 refeições da empresa contratada ao custo unitário de R$ 7,00

Débito

CONTA DE RESULTADO

Despesas operacionais

Programa de Alimentação do Trabalhador: Refeições de Terceiros

R$ 21.000,00

Crédito

PASSIVO CIRCULANTE

Fornecedores

R$ 21.000,00

Pela participação dos empregados no custo das refeições (20%)

Débito

PASSIVO CIRCULANTE

Salários e Ordenados a Pagar

R$ 4.200,00

Crédito

CONTA DE RESULTADO

Despesas operacionais

Programa de Alimentação do Trabalhador: Refeições de Terceiros

R$ 4.200,00

d) cesta básica de alimentos:

Por ocasião da aquisição 1.000 unidades de cestas ao preço unitário de R$ 60,00, com ICMS incluso de R$10.800,00

Débito

ATIVO CIRCULANTE

Cestas Básicas Não Distribuídas

R$ 49.200,00

Débito

ATIVO CIRCULANTE

ICMS a Recuperar

R$ 10.800,00

Crédito

PASSIVO CIRCULANTE

Fornecedores

R$ 60.000,00

Pelo registro do débito de ICMS referente à nota fiscal de saída emitida quando da entrada das cestas no estabelecimento

Débito

CONTA DE RESULTADO

Despesas Tributárias – ICMS

R$ 10.800,00

Crédito

ATIVO CIRCULANTE

ICMS a Recuperar

R$ 10.800,00

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Neste lançamento consideramos que a empresa adquirente esteja situada no Estado de São Paulo e o registro de nota fiscal de saída, emitida no ato da entrada das cestas no estabelecimento, pelo valor total da aquisição, em conformidade com as disposições daPortaria CAT 32/1987. Para maiores informações acerca dos critérios para a emissão deste documento e tratamento do ICMS em outros estados, solicitamos que seja verificada a legislação específica de cada estado.

Pela distribuição das cestas aos empregados

Débito

CONTA DE RESULTADO

Despesas operacionais

Programa de Alimentação do Trabalhador: Cestas Básicas

R$ 49.200,00

Crédito

ATIVO CIRCULANTE

Estoque Cestas Básicas Não Distribuídas

R$ 49.200,00

Pela participação dos empregados no custo das cestas básicas (20%)

Débito

PASSIVO CIRCULANTE

Salários e Ordenados a Pagar

R$ 9.840,00

Crédito

CONTA DE RESULTADO

Despesas operacionais

Programa de Alimentação do Trabalhador: Refeições de Terceiros

R$ 9.840,00

Fundamentação:Art. 23 da Portaria SIT/DSST 3/02;arts. 581, parágrafo único,586e289 do RIR/99; Instruções de ajuda da DIPJ/2007, Ficha 04.



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