[MODELO] Ação Indenizatória por Cheque Descontado Indevidamente
AO DOUTO JUÍZO DE DIREITO DA 00º VARA DA COMARCA DE CIDADE/UF
NOME DA CLIENTE, nacionalidade, estado civil, profissão, portadora da carteira de identidade n° 00000 Órgão Emissor/UF e CPF 0000000, residente e domiciliado à Rua TAL, n° 00 – Bairro TAL – CIDADE – UF – CEP 00000, neste ato representada por sua advogada, infra assinada Dra. FULANA DE TAL, com escritório à Rua TAL n°. 00 sala 00 – Bairro TAL – Cidade/UF, vem à presença de V.Exa. propor a presente
AÇÃO INDENIZATÓRIA COM TUTELA ANTECIPADA
Em face de BANCO TAL, com endereço na Rua TAL – Bairro TAL – CIDADE/UF – CEP: 000000, pelos seguintes fatos, fundamentos e razões de direito
DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA
Inicialmente, afirma não possuir condições para arcar com as custas processuais e honorários advocatícios sem prejuízo de seu próprio sustento e de sua família, razão pela qual faz jus à Gratuidade de Justiça, nos termos da Lei no 1.060/50, com a nova redação introduzida pela Lei nº 7.510/86, informando desde já, o patrocínio gratuito do profissional infra assinado.
DOS FATOS
O autor possui conta corrente no banco réu na agência de CIDADE/UF (ag. n° 0000) e em DIA/MÊS/ANO o autor teve furtado TANTANS folhas de cheque n° 000, 000, 000 e 000 de seu talonário, asendo que somente percebeu o furto ao final do dia quando precisou utilizar o cheque e notou que alguns haviam sumido.
No dia seguinte, DIA/MÊS/ANO as 00:00 horas, dirigiu-se a 00ª DP para registrar a ocorrência do furto (RO n° 000000), conforme documento em anexo.
No mesmo DIA/MÊS/ANO, dirigiu-se aos bancos para comunicar o ocorrido e solicitar a sustação dos cheques, conforme comprovantes em anexo, pois no dia anterior os banco já havia fechado.
Ocorre que quando o autor imprimiu um extrato do banco réu, notou que havia sido descontado o cheque n° 0000 no valor de R$ 0000 (REAIS) no DIA/MÊS/ANO na agência da ré (ag. 0000 – Campo Grande).
Dirigiu-se a agência de sua conta (CIDADE/UF) para pedir esclarecimentos acerca do pagamento do cheque e solicitar a cópia do mesmo.
Para sua surpresa, notou que a assinatura constante no cheque não era a sua e, o mais grave, que o cheque foi sacado em uma outra agência (CIDADE/UF) que não a sua própria (CIDADE/UF).
Pelo fato do cheque ter sido descontado, sua conta ficou negativa e consequentemente gerando diversos encargos para o autor, dificultando muito sua estabilidade financeira e sustento da família, estando inclusive na iminência de ter seu nome negativado por causa do saldo devedor além do seu limite disponível.
DO DANO MORAL
Como expressado anteriormente, é nítido o dano moral que o autor sofreu, pois teve um cheque seu descontado, em uma agência divergente da sua, e sem que o banco tomasse as precauções necessárias a fim de evitar a fraude, gerando assim, um descontrole se suas contas, tendo que abdicar de diversos confortos, para tentar cobrir seu saldo devedor evitando assim a negativação do seu nome.
Cabe salientar a lição do Professor Desembargador SÉRGIO CAVALIERI FILHO, em sua obra “Programa de responsabilidade Civil”, Ed. Malheiros, 1998, o qual ensina que:
“…deve ser reputado como dano moral, a dor, o vexame, sofrimento ou humilhação que, fugindo a normalidade, interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo, causando-lhe aflições, angústia e desequilíbrio em seu bem-estar… Se assim não se entender, acabaremos por banalizar o dano moral, ensejando ações judiciais em busca de indenizações pelos mais triviais aborrecimentos”.
Como ensina o eminente e saudoso civilista CAIO MÁRIO DA SILVA PEREIRA, quando se cuida de dano moral, o fulcro do conceito ressarcitório acha-se deslocado para a convergência de duas forças:
”’caráter punitivo’, para que o causador do dano, pelo fato da condenação, se veja castigado pela ofensa que praticou; e o ‘caráter compensatório’ para a vítima, que receberá uma soma que lhe proporcione prazeres como contrapartida do mal sofrido" (Responsabilidade civil, Rio de Janeiro, Forense, 1.990, p. 62).
DO PEDIDO
Pelo exposto requer:
A) Deferimento da Gratuidade de Justiça;
B) Citação da empresa ré para, querendo, comparecer a audiência de conciliação e/ou AIJ e apresentar CONTESTAÇÃO sob pena de revelia e confissão;
C) Que o pedido seja JULGADO PROCEDENTE;
D) Condenação em danos materiais no valor de R$ 0000 (reais) devendo esta quantia ser paga em dobro, perfazendo o total de R$ 0000 (reais) mais encargos supervenientes em decorrência do saldo devedor decorrente do cheque descontado indevidamente, acrescidos de juros e correção monetária na forma da lei
E) Condenação em danos morais no valor de R$ 000 (reais).
Requer a produção de prova documental superveniente, e o depoimento pessoal do representante legal da ré, sob pena de confesso.
Dá-se a presente o valor de R$ 0000 (reais).
Pede Deferimento.
CIDADE, 00, MÊS, ANO
ADVOGADO
OAB Nº